Consolidada, a Black Friday é para vender em 2018

Ainda que esteja difícil se falar de outra coisa no Brasil que não a eleição, já tem gente fazendo planos para o próximo mês: mais especificamente, para a Black Friday, que, neste ano, cai no dia 23 de novembro.



E, segundo uma pesquisa do IBOPE Conecta, encomendada pelo Mercado Livre, o brasileiro está pronto para gastar na data, que cresceu bastante nos últimos quatro anos.

O IBOPE Conecta ouviu mil pessoas, de ambos os sexos, maiores de 16 anos e pertencentes às classes A, B e C, entre os dias 19 e 25 de setembro. Dos consultados, 79% afirmaram que vão aproveitar as ofertas do período. Destes, 47% pretendem gastar mais de R$ 500. Outros 13% pretendem desembolsar na faixa de R$ 350 a R$ 500; 10% ficarão entre R$ 250 e R$ 350, e, no patamar de R$ 100 a R$ 250, estão 9% das pessoas entrevistadas. Por fim, 5% pretendem gastar entre R$ 50 e R$ 100.

Pesquisa encomendada pelo Google: em 2014, apenas 27% dos entrevistados conheciam a Black Friday. O número saltou para 99,5% em 2018.

O principal produto da Black Friday 2018 deverá ser o smartphone. O produto foi mencionado por 31% dos consultados, e o pódio é fechado com eletrodomésticos (11%) e TVs (6%).

O meio preferido para fazer as compras durante a data segue sendo a internet: 51% dos entrevistados disseram que farão suas compras online, oscilando positivamente em relação a 2017, quando 48% declararam utilizar a rede para as aquisições.

O fator determinante para o domínio das lojas online, sem grande surpresa, são os preços menores e os descontos mais significativos (motivo citado por 54% dos entrevistados). Frete grátis (30%), possibilidade de parcelamento (8%) e variedade de produtos (7%) foram outros motivos lembrados para se escolher a internet como canal de compra.

Além da internet, 13% dos consumidores utilizarão as lojas físicas e 37% farão as compras tanto em canais físicos quanto digitais para aproveitar a data, destaca o IBOPE Conecta.

Pela proximidade com o Natal, muitos consumidores aproveitarão a data para fazer as comrpas para os amigos e familiares e, além de economizar, evitar a correria de última hora. Metade dos entrevistados afirmaram que vão usar a Black Friday para antecipar os presentes. Apenas 14% não pretendem comprar os presentes de Natal no período de promoções do fim de novembro, enquanto 35% não pensaram a respeito.

Complementando a pesquisa do IBOPE Conecta, o Google também divulgou o seu levantamento em agosto, encomendado à Provokers. Foram ouvidos 1.500 consumidores online, de 18 a 54 anos, das classes A, B e C, durante julho deste ano. O número de maior destaque foi o que mostra a evolução de popularidade da data: em 2014, apenas 27% dos entrevistados conheciam a Black Friday. O número saltou para 99,5% em 2018.

Só online, a Black Friday 2017 teve 3,8 milhões de pedidos, gerando um faturamento de R$ 2,1 bilhões, um crescimento de mais de 10% em relação a 2016, de acordo com dados da e-Bit.

Resumindo: a data gringa começou a ganhar relevância real no mercado brasileiro e nos hábitos de compra do consumidor. Após os percalços, que até justificavam o termo Black Fraude, no início da data no Brasil, o varejo passou a levar a efeméride importada mais a sério — aliás, com tantos comparadores de preço, fica difícil de enganar quem faz um mínimo de pesquisa. Vamos aguardar para ver como será a edição deste ano, e esperar que os itens não saiam “pela metade do dobro”.

fonte:uol

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