Dia das Mães ajuda varejo, mas só tira parte das perdas dos últimos dois anos

À espera do Dia das Mães, a segunda data mais importante do calendário varejista, o setor do comércio projetou crescimento real de 4,3% nas vendas totais para o período. Embora tenham cultivado otimismo para o evento, os lojistas só devem recuperar parte da retração de 6,4% no volume de produtos comercializados no acumulado dos últimos dois anos.

“Historicamente, essa data é a segunda mais importante dentro do nosso calendário, perdendo só para o Natal. O que acontece é que tivemos um acúmulo muito grande de anos de prejuízo, por isso, a recuperação que esperamos é referente ao ano anterior”, diz a especialista em varejo da consultoria Blue Numbers, Camila Pacheco.

De acordo com a consultora, os itens relacionados à informática – como celulares e aparelhos de som – além dos artigos de uso pessoal, tendem a apresentar melhor desempenho nas vendas para o período, em virtude de uma faixa de preço mais em conta para o consumidor.

Segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio, Bens e Serviços (CNC), a variação no preço de produtos como TV, aparelhos de som e informática do ano passado para 2018 foi de -4,7%. Os aparelhos celulares, também vistos como potenciais destaques de venda para a data, tiveram oscilação nos valores ainda maior (-7,8%) na mesma base de comparação. (veja mais no infográfico)

Em 2018, no panorama geral, a flutuação nos preços dos produtos e serviços para o Dia das Mães foi de 1,8%, queda de 2,2 pontos percentuais sobre um ano antes – quando o percentual era de 4%. No balanço feito pela CNC, a perspectiva de movimentação de vendas para a data chega a R$ 9,4 bilhões.

Uma das redes que esteve com expectativas boas em relação às vendas para o período é o varejista Walmart. Segundo o diretor-geral de bazar e tecnologia da empresa, Rodrigo Pothin, a aposta para aquecer o movimento nas lojas está nos aparelhos celulares.

“Estamos trabalhando e aumentando o estoque conforme a demanda. Acreditamos num aumento de 30% a 35% na telefonia para o período”, afirma. Pothin diz que a rede varejista deve focar, tendo em vista o histórico de compras e perfis de seus clientes, em aparelhos com valor entre R$ 700 e R$ 1 mil. De acordo com ele, a procura relacionada a outros produtos deve registrar incremento de 10%.

 

Fonte: DCI

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