Varejistas devem se transformar para atender as demandas dos consumidores

Em um cenário de constantes e profundas mudanças, manter a competitividade é tarefa desafiadora. O varejo vive um período de transformação há algum tempo e é fato que as novas tecnologias têm trazido desafios cada vez mais complexos para o comércio como um todo. A crescente conectividade mudou a forma como consumidores fazem suas compras – e alterou a maneira como eles se relacionam com os varejistas.

O estudo mundial da Deloitte Os Poderosos do Varejo Global 2018 traz insights sobre essa temática e fornece perspectivas a respeito da economia global. A pesquisa identificou os 250 maiores varejistas de todo o mundo e analisou o desempenho das empresas por áreas geográficas e por setores de produtos.

Varejistas gigantes:

Juntas, as 250 maiores empresas de varejo do mundo somaram US$ 4,4 trilhões em receita no ano fiscal de 2016 – um crescimento de 4,1% em relação ao período anterior. Pela primeira vez em quatro anos, as empresas varejistas do setor de vestuário e acessórios não foram as líderes de crescimento, mas ainda formam o segmento mais lucrativo.

As norte-americanas Walmart, Costco Wholesale Corporation e The Kroger Co. estão na liderança do ranking das maiores varejistas globais. O grupo Lojas Americanas S.A. – único brasileiro na lista – ficou na 185º posição e, pelo terceiro ano consecutivo, figura na lista das 50 companhias de crescimento mais rápido entre os maiores varejistas globais.

Consumidor atento e exigente:

De acordo com o estudo, os clientes estão usando cada vez mais a internet para trocar informações pelas redes sociais, comparar produtos e fazer as compras. Por isso, as empresas que apresentam maiores resultados no varejo são justamente aquelas que melhor se adaptam às múltiplas plataformas de vendas e de atendimento aos consumidores.

“O varejo, de forma geral, tem conseguido se adaptar às necessidades do consumidor, que está muito mais exigente em relação à experiência de compra”, afirma Reynaldo Saad, sócio-líder da Deloitte para o atendimento às empresas do setor de Bens de Consumo e Varejo. “Inovação é uma palavra bastante importante para acompanhar essa revolução que está acontecendo”.

Cenário brasileiro: desafios burocráticos e de infraestrutura:

Após passar por uma recessão profunda e prolongada, o Brasil está agora voltando a crescer de forma modesta. Diante desse cenário, inovação, colaboração, consolidação, integração e automação serão fundamentais para revigorar o setor, além de impactarem profundamente os modelos de negócios – agora e no futuro.

Segundo Reynaldo Saad, o Brasil ainda enfrenta diversos desafios para conseguir oferecer ao público aquilo que o mercado global já tem. “O país tem sérios problemas burocráticos e de infraestrutura, o que dificulta um atendimento rápido e ágil, seja ele na compra física ou virtual”, diz o especialista.

Apesar das dificuldades, é preciso seguir inovando. Para Saad, os grandes varejistas que não incorporarem as novas tendências e tecnologias poderão enfrentar problemas com a continuidade da empresa.

Fonte: Valor 

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