Páscoa deve crescer 8% nos supermercados

Apesar da indústria ter reformulado alguns produtos para se tornarem mais acessíveis aos consumidores, os preços da Páscoa estão em média 5,9% superiores aos do ano passado. E ainda que os supermercadistas projetem crescimento real de 8%, esta expectativa se dá pela fraca base de comparação com 2017, quando a comercialização de itens típicos caiu 12%.

“Como os preços tiveram reajuste dentro da inflação, este ano a indústria adequou os ovos, reduzindo a gramatura – e também o valor nas gôndolas, possibilitando um evento mais enxuto”, explica o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo. Segundo o dirigente, para a data as empresas gaúchas estarão com 120 lançamentos e esperam vender 6,8 milhões de ovos de chocolate até o domingo de Páscoa (dia 1 de abril), que deverão alavancar um faturamento de R$ 129 milhões para o setor. Entre os bombons, a estimativa da Agas é de que pelo menos 6,1 milhões de caixas sejam comercializadas, agregando ao faturamento do setor mais R$ 37 milhões.

“O consumidor está dando mais importância para o preço do que para o tamanho do produto, e tem outras prioridades de gastos e necessidades”, destaca Longo, avaliando que as pessoas não estão dispostas a comprometer seus orçamentos por causa de um “feriado festivo”.

Estudo desenvolvido pela Agas, apresentado ontem, mostra que os supermercados gaúchos estão otimistas, uma vez que a adequação dos produtos feita pela indústria “está possibilitando a oferta de uma Páscoa mais enxuta, mais barata e mais criativa para os consumidores”.

O presidente da Agas destaca que a exposição dos ovos foi antecipada em 2018, e que as lojas deverão inovar para conquistar consumidores. “Muitos supermercados vão fazer kits para presente, e apostar também na venda de brinquedos fora dos ovos”, exemplifica. Longo pondera que, apesar da antecipação, o setor trabalha dentro da lógica de que 80% da decisão de compra deve ocorrer de última hora, durante a semana da Páscoa. O dirigente espera que ocorra um ajuste do portfólio para evitar sobras e excesso de promoções depois do domingo de Páscoa, bem como uma aposta maior nos tabletes e bombons. De acordo com a pesquisa encomendada pela Agas, apenas 11% dos 55 varejistas entrevistados pretendem contratar temporários para o período – sendo que 90% dos cerca de 1,1 mil empregos temporários criados no Estado serão de vagas na indústria.

Fonte: Jornal do Comércio

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