Supermercados reduzem mix e consumidor fica sem opção

Pode até estar faltando dinheiro para comprar certas mercadorias, mas tem certas marcas das quais o consumidor não abre mão. Só que, na hora de comprar, o produto não está ali. A falta de opção dos supermercados tem incomodado os consumidores.

Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o setor registrou em 2016 alta de 1,58% em valores reais nas vendas na comparação com 2015.

A Associação Mineira de Supermercados (Amis) alega que o mix de produtos considera as preferências da região. “Temos hoje uma adaptação do mix de acordo com o mercado da região. Normalmente, trabalhamos com uma marca líder de mercado, a líder da região e outra marca ‘de combate’”, afirma Antonio Claret Nametala, superintendente da Amis. O preço, em momento de crise, também tem sido considerado. “O preço é um definidor para o consumidor. Ele não é fiel mais à marca nem à empresa”, avalia Nametala.

Segundo o superintendente, para evitar que produtos encalhem nas gôndolas, as redes fazem uma migração. “Quando um produto não tem saída em uma unidade, deslocamos para outra onde ele é mais procurado”, conta.

Nametala afirma que a escolha do mix considera a preferência do cliente, e não a margem de lucro. O superintendente não relaciona um aumento de variedade de produtos com o aquecimento da economia. “Conhecer a preferência do cliente é um caminho sem volta”, opina. Porém, salienta que “o supermercado também vive de novidade”. “Se a indústria reagir, com a retomada, pode ser que novas marcas surjam. Mas é difícil dizer se isso vai acontecer”, conclui.

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